Cresce procura por "telhados verdes" em São Paulo
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O telefone do escritório de Marcio Augusto Araújo, especialista em construção sustentável, toca pelo menos vinte vezes por dia. Do outro lado da linha, gente interessada em deixar telhados verdes. Literalmente, já que seu trabalho consiste em instalar um jardim - leia-se terra, sementes, mudas e, em alguns casos, árvores - em cima de casas, empresas ou apartamentos de cobertura. Há um ano eu recebia, no máximo, cinco telefonemas desses por mês, conta ele, agrônomo de formação. O interesse crescente em livrar-se de telhas deve-se à boa vontade de paulistanos ecologicamente corretos em preservar o meio ambiente, mas não só. Quem opta por esse recurso consegue reduzir em até 30% o valor da conta de luz. O ecoteto garante temperatura 5 graus menor no verão e 5 graus maior no inverno, o que diminui a necessidade do uso de ar-condicionado e aquecedor. A longo prazo, a economia compensa os gastos iniciais: enquanto um revestimento de cerâmica sai por até 100 reais o metro quadrado, o telhado sustentável custa a partir de 120 reais. Em São Paulo, o maior projeto, com 300 metros quadrados, foi instalado num condomínio do Butantã. Há quem prefira recorrer a escritórios de arquitetura considerados sensíveis à causa verde, como fez a consultora de moda Chris Francini. O projeto de sua casa, no Jardim Paulistano, leva a assinatura de Andre Vainer. Dividido em dois pedaços que totalizam 120 metros quadrados, o local recebeu uma camada impermeabilizante de asfalto, sistema de drenagem para escoar a água da chuva, substrato de terra e, enfim, sementes de hortelã, manjericão, cebolinha, erva-cidreira e uma mini jabuticabeira. Meus filhos lancham aqui em cima pelo menos uma vez por semana, diz ela. E eu uso os temperos nas minhas receitas. Benefícios de ter um ecoteto
fonte: Bio-Bras |