Rosas transgênicas produzem pigmento azul

notícia originalSÃO PAULO
Pela primeira vez, empresa comercializa rosas que possuem o pigmento azul em suas pétalas.

Consideradas um feito quase impossível pelos criadores da planta, a rosa azul é vendida pela Florigene, empresa australiana que cobra entre US$22 e US$23 por flor.

Estima-se que, durante os mais de cinco mil anos em que vêm sendo cultivadas pelo homem, as rosas tenham sido cruzadas para dar origem a mais de 25 mil espécies diferentes, em uma variedade de cores como vermelho, branco, rosa e amarelo.

Durante muito tempo, criadores tentaram desenvolver rosas azuis, mas a missão se mostrou bastante difícil. Isso porque cientistas descobriram que os genes codificadores das enzimas necessárias para criar o pigmento azul, chamado "delphinidin", não são funcionais nas pétalas das rosas.

Das inúmeras tentativas de cruzamento das espécies, rosas azuladas foram criadas. No entanto, nenhum delas possui verdadeiramente o pigmento azul, sendo a cor visível resultado da “mistura” de outras cores.

Em 1990, a empresa japonesa Suntory e a então australiana Calgene Pacific (agora Florigene Pty. Ltd.) começaram a pesquisar uma maneira de ativar o gene necessário para criar o pigmento. Em 1995, os primeiros cravos azuis do mundo nasceram dessa pesquisa. No Japão, eles são vendidos desde 2007 com o nome de "Moondust" (ou poeira da Lua).

Utilizando o gene de outra flor, o amor-perfeito, as empresas conseguiram fazer a síntese do pigmento azul nas rosas. Com o sucesso, os pesquisadores esperam também criar rosas em outras tonalidades ainda inexistentes e continuar aperfeiçoando a técnica para tornar as rosas ainda mais azuis.

No momento, assim como muitas flores com o pigmento, elas apresentam uma coloração arroxeada – que, embora distante do ideal “azul cobalto” do imaginário popular, é fruto do verdadeiro pigmento azul.

Quem gostou da invenção terá que esperar mais um pouco para vê-la, pois elas não são vendidas no Brasil. Segundo informou a empresa Florigene, ainda não foi feito requerimento necessário de aprovação ao governo federal.

 

fonte: Paula Rothman, de INFO Online

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